Extinção de animais e o aumento da quantidade de carbono na atmosfera

Um grupo de pesquisadores sob coordenação do biólogo brasileiro Mauro Galetti e sua orientanda de doutorado, Carolina Bello, ambos do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Rio Claro, interior de São Paulo realizou uma pesquisa que diz que a extinção de animais frugívoros, animais que se alimentam sobretudo de frutos, como antas, cutias e muriquis poderá comprometer a capacidade das florestas tropicais de absorver dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Isso porque a extinção desses animais capazes de dispersar sementes de frutos grandes mudaria a composição das florestas, afetando seu potencial para combater alterações climáticas.

No mesmo estudo foi constatado ainda que a capacidade de uma árvore estocar carbono está relacionada com padrões de dureza da madeira e altura, observou-se que árvores com troncos grandes e duros têm sementes igualmente grandes, logo, quanto maior a semente, maior a árvore. A defaunação, que é a diminuição acentuada da população de animais de um ecossistema, influi na abundância da quantidade destas árvores de grande porte na floresta.

Os resultados da pesquisa ressaltam a importância de se considerar os animais como parte fundamental no processo de redução de emissões de gases do efeito estufa por meio do armazenamento de carbono em florestas tropicais.

Para mais informações a respeito da pesquisa acesse o link abaixo:
http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/12/18/extincao-de-animais-pode-agravar-efeito-das-mudancas-climaticas/

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